Selo da União

27/11/2016 às 17:20 | Publicado em Colunas | Deixe um comentário

Finalmente, o mangá/anime Naruto chegou oficialmente ao seu fim (ainda estão passando uns episódios complementares, mas a história principal acabou). Eu não poderia deixar de falar algo sobre a minha obra japonesa favorita. O texto abaixo contém SPOILERS!

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Não vou ficar comentando quem é o mais forte (Nara Shikamaru e tenho dito!), quais foram as melhores batalhas, nada disso. Naruto não é sobre batalhas, é sobre união. A série se baseia nesse conceito.

Os personagens sempre são divididos em equipe, todo jutsu é realizado com a junção das mãos e até a técnica favorita do protagonista consiste em se tornar um grupo. A trama abordou muito bem as questão de laços de união, seja de amizade, familiar ou rivalidade, tanto para o lado positivo quanto para o negativo.

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Uchiha Sasuke, teve uma família bem estruturada, mas nunca teve o reconhecimento devido, além de viver na sombra do seu irmão, Uchiha Itachi. Seu clã e família são mortos por Itachi, mas com o tempo ele descobre a verdade por detrás da tragédia e passa toda a culpa para si. Sua noção de erradicação da dor e sofrimento, só poderá ser alcançada quando todos aqueles que fizeram ou fazem parte de sua vida fossem eliminados e a partir daí um novo ciclo daria início sem os erros anteriores.

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Apenas na luta final, Sasuke está disposto a suportar o peso do mundo com os outros, graças ao Naruto, que nunca desistiu em retirá-lo das trevas. Todo o lance de não saber lidar com os traumas do passado também é desenvolvido nos vilões. No última arco, Uchiha Obito deseja criar uma ilusão em escala mundial, onde todos viveriam em um mundo perfeito sem dor e sofrimento, novamente por não saber lidar com a perda, no caso, se sua amiga Rin.

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 Uzumaki Naruto é uma criança solitária, que nunca soube o significado real de uma família e foi temido pelas pessoas ao redor sem ter culpa disso. Seu único sonho é ser reconhecido por todos, mas não sabe lidar com isso e tenta chamar atenção daqueles ao redor da pior forma possível. Com seu amadurecimento, o jovem decide guardar toda essa dor para si e busca absorver esse sentimento dos outros para por um fim definitivo no ciclo de violência do mundo ninja. Esse enredo não poderia ser mais atual.

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Particularmente, eu acho muito linda a cena dele conseguindo a confiança da criatura maligna selada em seu interior, a raposa Kurama. O garoto promete retirar todo o seu ódio, pedindo que compartilho toda essa emoção consigo. Ao passar dos episódios, o insuportável do Naruto foi se tornando um dos meus personagens favoritos justamente por essa empatia perante aos problemas alheios e por não perder tempo sentindo pena de si, além de sempre reforçar que não existe atalhos para atingir seus objetivos.

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Mesmo com seu fim, recomendo toda a obra, principalmente a leitura do mangá (são 75 volumes, além das edições especiais. Está sendo relançado no Brasil em sua versão Gold e Pocket). As histórias do filho de Naruto, Boruto, estão sendo publicadas no Japão e podem virar anime regular também.

Confira aqui meu elenco fictício (agora bem ultrapassado, hehe!) para um versão em live-action da obra.

Nota 10 com muito orgulho!

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Tell me… do you bleed?

24/03/2016 às 15:50 | Publicado em Colunas | Deixe um comentário

Depois de três anos de espera, finalmente a DC Comics/Warner nos trouxe o confronto épico entre os mais icônicos super-heróis dos quadrinhos, Batman e Superman.

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Batman v. Superman: Dawn of Justice (Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, no Brasil) é um filme denso e polêmico, que irá dividir opiniões ao extremo. Antes de continuar essa resenha, esteja avisado, contém SPOILERS!

A trama apresenta o mundo reagindo as consequências de Man of Steel (resenha aqui) causadas pelo confronto direto entre Kal-El e General Zod. Ao longo desse período, ele tenta se redimir, ajudando a humanidade em situações de emergência, mas a isenção de qualquer responsabilidade política, cultural ou social nessas intervenções é bastante problemática. Esse é ponto principal da trama e é bastante discutido. O Homem-de-Aço é algo a ser corrigido, eliminado ou não deveria nem ter existido?

O enredo é dividido entre Bruce Wayne/Batman, Lex Luthor e Lois Lane. No começo é apresentado todos os danos materiais e psicológicos causados ao Bruce com a destruição de Metropolis, somados aos 20 anos de uma cansativa luta contra o crime, por assim dizer, bem solitária. O advento do surgimento de um “deus”, causa inveja e cobiça em Lex, motivando-o a conseguir todos os recursos necessários para difamá-lo. No meio disso tudo, temos a preocupação e determinação de Lois em manter a integridade do kryptoniano.

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Henry Cavill melhorou bastante como Superman em relação ao filme anterior, o grande problema é novamente focar em um herói com medo de se assumir como o tal. As melhores de suas intenções ainda são vistas como um problema sério e é bem claro que isso o incomoda. Não espero o Superman como protagonista, repetindo, ele é o fio condutor para os acontecimentos. Ao contrário da Lois, ele reage aos ocorridos. Clark Kent não é o repórter idiota das HQs, mas é bem claro sua inexperiência em campo. Seu grande renascimento é deixado para os momentos finais e podemos ver um pouco do super-herói conhecido dos quadrinhos. O topetinho até aparece, hehehe!

Ben Affleck está ótimo em seu papel. Um Batman bruto, exausto, experiente, cauteloso e proficiente. É a melhor versão do herói já apresentada nos cinemas. Lembra muito os jogos da franquia Batman: Arkham. Todas as suas cenas de ação são tudo aquilo que um fanboy espera. Uso de equipamento, furtividade, o medo instalado nos criminosos e até nas vítimas resgatadas. Finalmente, ele é tratado como uma força sobrenatural, quase uma lenda urbana.

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Jeremy Irons fez um competente Alfred. Sua parceria com o Bruce é bastante fluída e natural. Por sinal, o mordomo é o “apelo cômico” do filme, não espere grandes momentos de diversão e gargalhadas. É bem interessante ele já está acostumado com as imprudências de seu patrão e quase tirar sarro da situação.

Amy Adams manteve sua ótima interpretação de Lois Lane. Gostei muita da repórter investigando e descobrindo toda a conspiração armada pelo Luthor. Mesmo tendo muitas cenas de donzela em perigo, sua importância não é diminuída. Na verdade, isso é tratado como uma fraqueza do Superman, não dela. Ela vai atrás da ação, não espera as coisas acontecerem.

Jesse Eisenberg é um Lex Luthor jovem e exagerado. Apesar de seus trejeitos, me surpreendeu bastante sua frieza e planejamento calculista, capaz de tomar todas as medidas necessárias para atingir seus objetivos.

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Desagradou-me apenas seu plano final de usar o corpo do Zod com seu sangue para criar o Doomsday e “resolver” tudo. Se seus planos culminassem na vitória pelas suas próprias mãos, engrandeceria mais sua motivação e “genialidade”. Esperava o uso da tecnologia kryptoniana para construir sua clássica armadura de combate, seria muito mais pético ele se tornando um “homem-de-aço”.

Gal Gadot não compromete como Diana Prince/Mulher-Maravilha. A amazona rouba a cena no clímax com seus golpes precisamente mortais, ao mesmo tempo, graciosos. O Laço da Verdade é FODA! Estou muito ansioso pelo filme solo.

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O duelo entre o Batman e o Superman é intenso, forte, impactante. Quem é leitor irá vibrar. O famoso “preparo” do Cavaleiro das Trevas é apresentado organicamente. Achei ótimo o Batman conduzindo o Superman a suas armadilhas para poder usar a Kryptonita devidamente.

Finalmente, o fato da mãe de ambos se chamar Martha foi desenvolvido e serviu para estreitar o começo de um laço de amizade entre os heróis. A DC Comics deveria publicar uma graphic novel sobre isso.

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A Trindade reunida é épica, um espetáculo aos olhos. O maior erro foi usar o monstro Doomsday, o CGI não convenceu, achei bem artificial e exagerado. Seria muito melhor um “Super-Lex” do que esse Chefe Final de video-game. A ameaça só serviu para criar um impacto emocional diante de um sacrifício e motivar a cooperação dos demais. Resumindo, o Superman morre para que o Batman e a Mulher-Maravilha se unam e procurem mais meta-humanos para salvar o mundo futuramente de algo muito pior.

A direção de Zack Snyder é o que estamos acostumados a ver, um show visual com exageros repetitivos. Alguns vícios retornaram, infelizmente. O ritmo é bastante problemático e a trilha sonora não ajuda, a narrativa “força a amizade” com a boa vontade do público.

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Aquaman, Ciborgue e Flash aparecem rapidamente. Estou curioso pelo o que está por vir, principalmente a chegada do maior vilão da DC Comics, Darkseid. Aparece uma possível Caixa Materna na cena do Ciborgue, uma citação ao seu som pelo Lex, “ping, ping, ping…” e um sonho premonitório com o Flash avisando ao Batman do super-vilão. Desmentido alguns rumores, não há citações ao Comissário Gordon, Batgirl, Lanterna Verde ou explicação da suposta morte do Robin. Coringa e Charada quase foram usados, mas o diretor voltou atrás.

Não é um filme fácil de ser assistido, deve ser digerido com calma para não sair da mesa na última garfada. Começa devagar, para suceder em uma enxurrada de eventos. Não pisque ou irá perder algo importante. Torço para a Versão Estendida ter cenas extras como interlúdios e explique algumas eventos corridos.

Na minha opinião, esse Universo Cinematográfico está bem encaminhado. A pontas soltas são promissoras, vamos aguardar como isso irá se encaixar no primeiro filme da Liga da Justiça.

Não menos importante, não há cenas pós-créditos! Fique tranquilo.

Nota 8.

Serviço ao fã?

27/08/2015 às 18:01 | Publicado em Colunas | Deixe um comentário

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Já faz um tempo que eu gostaria de escrever uma postagem sobre o assunto  fan service, termo referente ao uso de personagens ou situações com alguma conotação erótica ou sexual.

Na maioria dos casos, o personagem feminino tem essa abordagem para prender a audiência, em sua maioria, masculina. Essa prática é muito comum em mangás e animes, nenhum problema nisso, quando o material é apropriado para o tema, mas o resultado final raramente é esse.

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Por exemplo, comecei a acompanhar o anime Spacy Dandy, o visual do protagonista e o clima de opera espacial me chamaram atenção. Logo na primeira frase é dito como a mulher deveria ser apreciada por sua bunda, “Ok”, o protagonista é um canastra meio mulherengo, beirando para o tarado, dei mais uma chance, continuei e, na próxima cena, apresentam uma espécie de Hooters espacial. Sério mesmo?

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Todas as personagens femininas apresentadas, até então, usam decotes exagerados, já não bastava os shorts curtos, colocaram uma abertura para mostrar mais ainda as bundas das atendentes.

Deu-me aquele desanimo, pra mim deveria ser uma obra de humor sci-fi e já se tornou uma masturbação adolescente pastelona. Espero, realmente, que ao longo da série isso não seja o foco.

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Na área dos mangás, recentemente acompanhei After School Of The Earth, publicado no Brasil pela JBC, com uma trama também voltada para ficção-científica, mas que perde bastante mesmo com situações constrangedores, como uma criancinha de mais ou menos 5 anos apalpando a amiga e fazendo piada de peitos para deixá-la embaraçada, diante o único menino do grupo.

O personagem nem estava prestando atenção nisso, ele se preocupava na solução do problema, o desaparecimento dos demais seres humanos do planeta. A baboseira toda não acrescentava em nada a trama, nem era algo engraçado. Deveria ser renomeado para fan unservice, é um desserviço lamentável.

Até uma das minhas obras favoritas, Naruto, apela de para essa idiotice às vezes. Não precisava, acho gratuito.

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Chegando ao ocidente, temos o exemplo clássico da super-heroína Poderosa, criada como a versão alternativa da Supergirl, nos anos 80 se transformou numa paródia de super-heroína sexualizada que se resume a seios avantajados. O pior que tentam justificar o decote, alegando que a personagem tem problemas de identificação e prefere não usar um símbolo, por isso o recorte no uniforme.

Nem vou entrar no mérito dos anos 90 com as heroínas seminuas mostravam os seios e as nádegas, ao mesmo tempo, em poses de ação. ¬_¬

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Nas adaptações em live-action, temos os já tradicionais cartazes de super-heróis mostrando o que deveria ser a principal habilidade especial de uma super-heroína para o fanboy.

Fanboy? Acho esse termo bem apropriado para visão mercado em relação ao público, seja ocidental ou oriental, adulto ou jovem: tudo não passa de um bando de garotos com os hormônios à flor da pele. O nerd cresce achando que as mulheres tem a obrigação de serem bonitas, terem o corpo em forma para exibi-lo o seu bel-prazer.

A situação piora, quando a mulher se submete para ter alguma oportunidade, se adequar ou simplesmente por estar acostumada e cansada de lutar contra a corrente. Para coeço de conversa, a mulher deveria ser bonita para si própria e não para um público em sua maioria machista e sexista.

Felizmente, essa abordagem já está incomodando bastante um grupo de pessoas sensatas.

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Outro exemplo recente, foi uma série que acompanhei, The 100, aonde do nada a protagonista heterossexual tem um relacionamento homoafetivo apenas por ter (na verdade, foi só um beijo e a personagem realmente lésbica era uma líder selvagem “modelo” toda arrumadinha).

Deu-me aquela impressão que a cena apenas serviu para atiçar as fantasias sexuais do público alvo adolescente. O enredo é sobre a sociedade humana aprendendo com seus erros e lutando pela sua sobrevivência, não cabe ali jogar esse tipo de situação sem desenvolvimento algum.

Uma solução a longo prazo seria os autores, criadores, artistas pensarem um pouco com a cabeça de cima e menos com a de baixo. Só assim o público naturalmente terá menos necessidade de consumir esse tipo de material e irá se portar um pouco melhor, com mais respeito pelo menos.

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Espero que com o tempo, iniciativas como as do novo traje da Batgirl, focado na funcionalidade e menos na sensualidade, se tornem algo comum e a partir daí outras atitudes mais idealistas ou objetizadas sejam mais racionalizadas, sem denegrir o papel feminino na trama ou no desenvolvimento do personagem.

OBS: Provavelmente essa postagem atingirá muitas visualizações justamente pelas imagens ilustrativas e não pelo conteúdo. Uma pena.

Pow! Pah! Bum! Hahaha! Pow! Pah! Bum! Hahaha!

01/05/2015 às 10:20 | Publicado em Colunas | Deixe um comentário

Assisti ontem Avengers: Age of Ultron (Vingadores: A Era de Ultron, no Brasil) e para ser bem sincero, o filme não me agradou. Achei bem chato na verdade.

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Entendo quem gostou, mas esse tom da Marvel Studios para seus filmes me incomoda em muito, principalmente o excesso de humor. Nem vou fazer uma resenha com cada ponto apresentado, prefiro resumi-lo abaixo:

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Pontos positivos:

  • Desenvolvimento do Gavião Arqueiro.
  • Capitão América agindo como líder (unindo a equipe, criando o plano de evacuação da população, etc).
  • Entrosamento do Capitão América com o resto do grupo. Muito maneiro ele jogando o escudo e os golpes combinados.

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Pontos negativos:

  • Muita ação! O filme foi praticamente ação-ação-ação-piada idiota, ação-ação-ação-piada idiota e por aí vai. Só quero ver quando o Spider-Man aparecer, será insuportável!
  • Romance entre a Viúva Negra e o Hulk, ela ficou o filme todo tentando transar com o Bruce Banner, que saco.
  • Cena da festa foi um Zorra Total, TODO MUNDO fazendo piada. O Máquina de Combate então, muita pinta de rapper, estereotipado, só faltava ele falar “Yo!”. Até na luta final ele teve essa postura de “eu sou descolado”. Toda hora que os personagens paravam pra conversar, ao longo do filme, era pra forçar uma risada.
  • Thor comediante. Tudo que ele falava era alguma piadinha. Uma coisa é a cena ser engraçado por causa das diferenças culturais, outra coisa é um Deus Nórdico metido a engraçado. Desnecessário o Visão (um robô) ficar elogiando o manejo do Mjolnir e o Thor responder como se fosse um rebatedor de baseball. ¬_¬
  • Mercúrio sem personalidade alguma. A Maria Hill explica que ele tem metabolismo acelerado, logo teria um fator-de-cura, e fazem uma cena de morte dele com a intenção mesmo de deixá-lo morto. Mostra se curando logo com a tecnologia usada no Agente Coulson na série Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.
  • Ultron imbecil. Porque diabos ele não levou o berço com o Visão voando ou pelo subterrâneo com uma dezena de robô de apoio? Não, o melhor plano é levar de caminhão, com o logo da empresa coreana por uma avenida bem movimentada. Fora o exército dele que só sabia correr e se desmontar ao primeiro golpe recebido, nem para colocar os raios nas mãos deles. Eles deveriam ser do nível do Homem de Ferro pelo menos. Eu achei que tentaram forçar um Magneto (propriedade dos estúdios Fox nos cinemas) nele por causa dos Gêmeos (ele é pais de ambos nas HQs), ele levantada o solo contra a Viúva Negra na cena do caminhão como se tivesse poderes magnéticos. Fora a cidade se erguendo meio Asteroide M (até falam que tinha uma força eletromagnética agindo), o papo sobre evolução e o discurso anti-humanidade.

Sobre o tom do filme, eu não tenho problema com humor ou uma cena absurda que acabe sendo engraçada, meu problema é com piada forçada. Guardiões da Galáxia teve MUITO humor e quase não teve a piada idiota fora do contexto (só com o alienígena azul caindo resmungando e o Ronan com cara de idiota na dança do Senhor das Estrelas).

Algumas piadas forçadas que me incomodaram em muito:

  • Tony Stark chega, derruba os Soldados da Hidra e fala uma coisa, um soldado caído resmunga algo sobre o comentário dele.
  • Barão Struker leva o encontrão e cai com cara de idiota falando “ai…”.
  • Thor fazendo rixinha de adolescente com o Tony de quem tem a namorada melhor.
  • Thor fica constrangido, porque falou “besteira” sobre como o Hulk foi em batalha.
  • Thor falando do swing necessário pra manejar o Mjolnir.
  • Todo mundo zoando o Capitão pela repreensão ao Tony falando palavrão.
  • James Rhodes tentando contar sua “história de batalha” na festa.

Aposto que na mudança de direção dos próximos filmes, ficará bem nítido esse exagero em piadas. Nesse filme, só parou com a comédia na cena da casa do Gavião Arqueiro. O Thor no filme solo dele não faz piada e quando está em Vingadores é um comediante? Isso que me incomoda desde o primeiro filme. Deixa o Tony ser o piadista e cria o resto do humor na diferença cultural do Thor ou no linguajar/pensamento fora de época do Steve. A Natasha é uma assassina e ficava fazendo piadinha interna do filho do Clint, ela tinha que ser mais séria, mas introvertida de tanta lavagem cerebral feita pela União Soviética como foi em Capitão América: O Soldado Invernal.

Nos filmes solos, os personagens agem de um modo e em Os Vingadores viram outra coisa, parecem personagens de animação da Pixar ou Disney, onde qualquer situação é motivo pra risada. Enfim, bem fraco. Provavelmente não verei mais nenhum filme da Marvel Studios no cinema. Só se realmente tiver uma pegada mais séria.

Nota 7.

A culpa é da melanina?

26/08/2014 às 16:46 | Publicado em Colunas | Deixe um comentário

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Foi anunciado o elenco do novo filme do Quarteto Fantástico com destaque para a confirmação do ator Michael B. Jordan como o personagem Johnny Storm (Tocha Humana), conhecido nas HQs por ser caucasiano, loiro e irmão da Sue Storm (Mulher-Invisível), com a atriz Kate Mara confirmada pro papel. Os nerds e fanboys ficaram revoltados, saíram xingando a FOX e assim entramos na velha questão das cotas.

É inevitável citar o sistema de cotas, mas isso é um equívoco por que não existe algo sendo empurrado goela abaixo. Na transição dos quadrinhos para TV, tivemos casos recentes de personagens brancos sendo substituídos por negros com o objetivo de trazer mais diversidade à obra.

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Foi o caso do Lanterna Verde Hal Jordan, substituído por John Stewart em Justice League Animated/Unlimited, e a criação de um novo Aqualad, no cargo de liderança, em Young Justice. Lembrando que o Lex Luthor tinha características latinas em Superman: The Animated Series e ninguém reclamou.

Pegando o primeiro exemplo, porque o desenho da Liga da Justiça precisava de um Lanterna Verde negro? A resposta é muito simples, por que negros existem, assim como asiáticos, latinos, índios, etc, etc, etc. A diferença é que a hierarquização não posiciona igualmente negros e asiáticos, por exemplo.

Ao mesmo tempo que a população de asiáticos do mundo não tem a mesma “penetração” na sociedade ocidental como os negros. No caso dos EUA, juntando um grupo aleatório de sete pessoas no país, pelo menos uma delas será negra (na verdade, mais de uma). O lance é proporcional.

Poderiam ter mantidos os personagens tradicionais e apresentado esses personagens ou até outros, sim podiam, mas foi uma escolha da produção para tornar esses personagens populares e a cor da pele foi apenas um mero detalhe, os personagens não foram diretamente estereotipados.

No ponto de vista comercial é mais vantajoso não tornar essas animações de nicho. Os negros são, hoje, um grupo economicamente considerável que, assim como todo mundo, tende a adquirir os produtos com os quais se identifica.

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Marvel Studios optou por usar a versão Ultimate do Nick Fury e o diretor Zack Snyder por um ator negro para o personagem Perry White em Man of Steel e não houve qualquer mudança drástica de comportamento dos personagens.

As pessoas não sabem diferenciar “personagem negro” para “personagem que é negro“. Por exemplo, Pantera Negra e Luke Cage são obrigatórios serem negros por abordarem questões sociais em suas tramas, assim como a Mulher-Maravilha ou o Caveira Vermelha devem ser caucasianos por questões de ambientação. Não vejo problema em ter sua etnia modificada se isso não acarretar mudança de comportamento ou incoerência histórica.

Não vejo problema em um Tocha Humana negro nos cinemas ou nas HQs e não julgo a decisão do diretor. Eu acho mais importante ele ser da Família Storm e agir como um babaca. Sendo ou não irmão adotivo da Sue, não muda em nada a dinâmica da equipe.

Eu terei o que reclamar, se o rumor do grupo como um experimento do Governo se concretizar. Isso sim poderia prejudicar a franquia, apesar da versão Ultimate ser mais ou menos nesse esquema (até o Sr. Fantástico virar vilão), mas essa não é a questão.

Como foi comentado no meu Facebook, imaginem a Família Storm como negros cientistas e ricos que adotaram a branca órfã, seria uma puta quebra de paradigma. Por sinal, deve acontecer com a possível contratação do ator para o Dr. Storm, mesmo sendo geneticamente possível um Johnny Storm negro ser irmão de sangue de uma Sue Storm loira.

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Um Superman negro seria um problema? Talvez não se os pais adotivos também fossem ou talvez sim para nossa sociedade (racista e segregadora) que não aceitaria um negro como a pessoa mais foda do mundo. Um Peter Parker acho mais fácil de aceitar, já que ele usa uma máscara, não ficaria a todo momento evidente a mudança, fora que existe o Miles Morales, um ótimo personagem por sinal.

O mesmo valeria para um Aquaman asiático, um Flash latino ou o caso mais polêmico do Lanterna Verde gay (na época, torci para o Lex Luthor ser o misterioso personagem gay). Mantendo a moral original do personagem, por que não diversificar?

No novo seriado do Flash, a personagem Íris West também será negra e isso pode ocasionar um futuro Flash negro/mulato, já que o personagem Wally West é sobrinho de Íris (já adiantaram essa mudança nos quadrinhos atuais). Por enquanto, a fanboyzada não virou seus canhões para Warner/DC Comics.

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O fã quer reclamar e está no seu direito, mas acho equivocado reclamar apenas na questão étnica da coisa. Pra mim o mais importante é manter a identidade visual do personagem a mais intacta possível.

Na minha opinião, o Tocha Humana continuando com suas chamas normais e não sendo, sei lá, verde seria mais “problemático” do que um Johnny Storm de pele escura, o personagem teve cabelo escuros na versão Ultimate e deu na mesma, vale mais a personificação heroica à civil. Prefiro ver essa alteração como a oportunidade de surgir um personagem interessante e quem sabe trazer novas discussões importantes.

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Não esqueci do Heimdall negro. Na mitologia nórdica, ele é meio gigante, então podem colocá-lo da cor que quiserem. Chega desse assunto! ¬¬

Enfim, quem sabe um dia o fato do personagem ter um certo tom de pele, ou até mesmo uma nova orientação sexual, não defina mais suas característica principais ou motivações pessoais e o discutido seja a proposta da obra e não o excesso de melanina no organismo.

Agradecimentos ao amigo Lucas Ed. pela revisão.

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